sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mesmo com UPP, favela da zona sul do Rio de Janeiro muda de facção

Mesmo com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) já instalada no morro da Babilônia, no Leme, zona sul do Rio de Janeiro, o controle da venda de drogas mudou de facção criminosa, segundo apontam investigações da Delegacia de Copacabana (13ª DP).

Quando a UPP foi implantada, em junho de 2009, a Babilônia era controlada por traficantes do morro da Serrinha, em Madureira, na zona norte carioca. Meses antes, eles haviam expulsado os rivais da facção ligada ao Complexo do Alemão, também na zona norte.
Com a pacificação, os bandidos da Serrinha deixaram o local e, com a morte do traficante conhecido como Cagado, que havia comandado a invasão na Babilônia, o grupo ligado ao Alemão preparou a volta à comunidade.
Em dezembro do mesmo ano, um criminoso conhecido como Johnny, nascido e criado na Babilônia, recebeu progressão na cadeia para o regime semiaberto e não voltou mais para a prisão. Ele reuniu membros da facção do Alemão que estavam escondidos no morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, e voltou para a Babilônia.
Em uma investigação que resultou na prisão de 16 pessoas em janeiro, policiais da 13ª DP descobriram que os traficantes da Babilônia e do Pavão-Pavãozinho estavam associados na distribuição de drogas para pessoas de classe média, entre eles de um empresário que vivia em um apart-hotel de luxo no Leblon, zona sul da cidade.
Segundo as investigações, as drogas vendidas por bandidos da Babilônia são fornecidas por traficantes da favela do Jacarezinho, na zona norte, onde estaria escondido Johnny.
Apesar da presença de bandidos ligados a uma facção criminosa na favela, o tráfico no local é pequeno, segundo a Polícia Civil. Um investigador afirmou que os traficantes não faturam nem 20% do que ganhavam antes quando não havia uma UPP.

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